Crónica 9 - The Kills

Principio da segunda hora de Pop Dylan e de Summer Holidays@RUC. Hoje, quarta-feira, 29 de Junho e com o S. Pedro a dar uma ajuda, pelo a mim. Crónica de hoje em tons menos pipoca e mais rock pop, ou punk pop ou rock punk pop. As vitimas: The Kills.

Próxima paragem de Summer Holidays é o último dia do Festival Sudoeste. Dia 7 de Agosto, e depois de há um ano terem passado por Paredes de Coura, os The Kills sobem ao palco principal da Zambujeira do Mar. Esperemos, nós e vós e os que forem, com menos problemas que o ano passado.

Alinhamento

1. Cat Claw (Fx.2 – Keep on Your Mean Side)
2. Wait ( Fx.9 – Keep on Your Mean Side)
3. Rodeo Town (Fx.9 – No Wow)
4. Ticket Man (Fx.11 – No Wow)

Discografia

1. Black Rooster - 2002 (Dim Mak)
2. Keep On Your Mean Side - 2003 (Rough Trade)
3. No Wow - 2005 (Rough Trade)

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The Kills - Crónica

Em 2001 a mistura explosiva de W (Alison Mosshart) com Hotel (Jamie Hince) resultou nos The Kills. Ela guitarrista, americana e ex-vocalista dos Discount. Ele baterista, inglês e um quase perfeito desconhecido. Quis o destino, para nossa sorte, que se cruzassem em Londres e que o gosto pela música e pela actriz e modelo dos anos 60, Edie Sedgwick, os unisse numa espécie de pacto: formarem uma banda e dedicarem-se exclusivamente a compor. Assim nasciam os The Kills.

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Queriam uma banda que não se encaixasse em nada e conseguiram. A música deles é pura, sem maquilhagem ou artifícios. Reduzidos ao mínimo. Bateria programada, guitarras e voz. E Chega. Revivalistas tocam um rock adjectivado de puro, directo, inteligente, moderno e clássico. Em palcos maiores estrearam-se com o trio americano Le Tigre. Depois do EP Black Rooster, lançado em 2002, voltam o ano seguinte com o primeiro Long Play, Keep on Your Mean Side. 12 músicas seguras e sedutoras. O disco chegou e quase convenceu. Tema de fundo e que seguramente ouviremos no Sudoeste, Cat Claw, retirado de Keep on your Mean Side.

Para trás ficou Wait, e mais lá para trás Cat Claw, ambos temas retirados de Keep on Your Mean Side, registo dos The Kills para 2003. E se nesse ano ficaram dúvidas, em 2005 eles voltam e convencem. No Wow, segundo Long Play da banda recebe um unânime certificado de qualidade de ouvintes e critica especializada. Pelos 107.9 rodava Rodeo Town.

Tempo para me despedir e finalizar calmamente, num ritmo bem pop, com Ticket Man, tema que encerra a crónica de hoje, e o disco No Wow. Despedidas e agradecimentos q.b. Recordamos que a dupla anglo-americana estará então dia 7 de Agosto no Festival Sudoeste. As Summer Holidays@ RUC regressam amanhã e eu regresso a próxima semana. Vocês aproveitem o sol, as salas de estudo e a companhia do João Terêncio (ou no caso, do Pedro Sousa em piloto automático. João Terêncio encontrava-se em árdua tarefa na FDUC), já a seguir na segunda hora de Pop Dylan (em piloto automático).

Anarquista Duval

Crónica 8 - Kasabian

Num início de de tarde cinzento, nada com pensar nos tempos melhores que aí virão! As Summer Holidays antevêem o que vai passar nos palcos portugueses durante o Verão, e 24 de Junho, Sexta-feira, as atenções voltaram a virar-se para o Festival Sudoeste, que este ano se realiza de 4 a 7 de Agosto na Zambujeira do Mar.
Com Inês Patrão a supervisionar as operações, Sara Mendes apresentou uma banda que, apenas com um álbum editado, já anda nas bocas do mundo - os Kasabian, que actuam no palco principal do Festival alentejano a 5 de Agosto.


Alinhamento:

1. Reason is Treason (Kasabian, 2004, BMG/RCA)
2. Processed Beats (Kasabian, 2004, BMG/RCA)
3. L.S.F. (Lost Souls Forever) (Kasabian, 2004, BMG/RCA)
4. Club Foot (Kasabian, 2004, BMG/RCA)


Discografia:

Discografia dos Kasabian (Pois, só têm ainda um álbum...)

2004 - Kasabian


Crónica:

Summer Holidays@RUC, de quarta a sexta-feira, sempre depois da uma da tarde no início da segunda hora do Pop Dylan, sugestões para um Verão bem passado em frente aos palcos nacionais. Sexta-feira, 24 de Junho, Sara Mendes na ressaca de mais uma noite de São João.
Continuamos a desvendar os nomes que vão andar por aí este Verão. Falamos de novo do Festival do Sudoeste a acontecer em Agosto na Zambujeira do Mar. A 5 de Agosto, sexta-feira, passam por lá nomes como Oasis, Devendra Banhart, LCD Soundsystem, Groundation, Skank e o destaque desta crónica, Kasabian. Ouvimos o single de estreia da banda, Reason is Treason.

Kasabian

Os Kasabian são Tom Meighan, Sergio Pizzorno, Chris Edwards e Christopher Karloff e, para já, contam apenas com um álbum, homónimo, que gravaram durante oito meses, isolados numa quinta na Inglaterra rural. Vindos de Leicester (obrigada Emanuel pela ajuda na pronúncia que, mesmo assim, falhou), na Inglaterra, a banda foi buscar o nome a Linda Kasabian, uma das senhoras da Manson Family. Deste álbum já foram extraídos, então, cinco singles. Escutamos outro, Processed Beats.

Já foram comparados aos Rolling Stones, Primal Scream, Happy Mondays ou Black Rebel Motorcycle Club, referências que a banda confessa serem enormes na sua música. Os Kasabian têm esgotado concertos em todo o lado e preparam-se agora para lançar um álbum ao vivo, gravado a 16 de Dezembro do ano passado na Brixton Academy. O álbum será lançado a 4 de Julho, apenas através de canais de download digital. É um álbum do qual constam no alinhamento todos os temas do primeiro álbum, entre eles também Lost Souls Forever, mais conhecido por L.S.F. que ficou no ar.

Se derem uma espreitadela ao site oficial da banda, podem ficar a par do Movement, uma espécie de ideologia baseada num Manifesto Kasabian, que incita a que se acredite em si próprio, se aproveite a vida conseguindo assim mudar o mundo começando por um revolução dentro de cada pessoa. É essa revolução que os Kasabian levam para palco e se espera, então, a 5 de Agosto na Zambujeira do Mar.
Para o final da crónica ficou mais um single dos Kasabian, mais concretamente o segundo single, Club Foot.

Final da Summer Holiday de 24 de Junho, dia de São João. Eu, Sara Mendes, regresso na próxima sexta-feira, com mais uma sugestão para os palcos portugueses deste Verão. O Pop Dylan seguiu com a Inês Patrão, enquanto esperamos que o Sol regresse e o calor se faça sentir.

Sara Mendes "Minto"

Crónica 7 - Ali Farka Touré

Com o termómetro novamente a subir, a viagem é feita sob paisagens africanas, com paragem obrigatória no Mali -país de origem do artista hoje em destaque. Falo de Ali Farka Touré -este grande senhor do blues maliano, que pôs a sua pequena região de Niafunké no vocabulário da World Music. Ali Farka Touré marcará a sua presença, pela primeira vez em Portugal, a 22 Julho no Auditório Keil do Amaral, em Monsanto, no âmbito de um Festival de Música Africana.

Discografia:
1.Ali Farka Touré (1987, World Circuit)
2.The River (1990, World Circuit)
3. The Source (1991, World Circuit)
4. Talking Timbuktu - Ali Farka Touré with Ry Cooder (1993, World Circuit)
5. Radio Mali (1996, World Circuit)
6. Niafunké (1999, World Circuit)
7. Red & Green (2004, World Circuit)

Alinhamento:
1. La Drogue (Red&Green)
2. Mahimi me (The Source)
3. Radio Mali (Radio Mali)
4. Allah Uya (Niafunké)

Crónica:

Ali Farka Touré nasceu em Kanau, na região do Niafunké em 1939. A sua ligação com a música surgiu em 1960, quando começou a tocar njurkel- uma espécie de guitarra com apenas uma corda. Autodidacta, Ali adaptava músicas tradicionais usando as técnicas aprendidas com a njurkel, o que se tornou a chave para o seu sucesso. Uma outra inspiração veio do blues americano, quando um amigo lhe deu a conhecer John Lee Hooker.
Na jovem-adultez, Ali trabalhava na Radio Mali e simultâneamente era membro da Orchestra De La Diffusion até 1973 altura em que a orquestra se desfez por ordem do Governo. A partir daí ficou cada vez mais desiludido com a ideia de ter um grupo e em 1974 tomou em consciência a decisão de seguir uma carreira a solo..

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Em 1968 fez a sua primeira aparição na Europa, desta feita, na Bulgária, seguindo-se Paris 10 anos depois. No entanto, nunca mostrou interesse numa carreira musical na Europa, preferindo sempre a segurança da sua pequena vila. Este cenário viria a alterar-se quando em 1987 aceitou tocar no Festival Crossong the Border em Londres. Nick Gold da World Circuit gravou o seu concerto nesse mesmo Festival e levou Ali Farka a um estúdio.Aí gravaram parte do que viria as ser o primeiro álbum. Duas faixas foram adicionadas para uma sessão completa no Charlie Gillet´s Radio Show , ficando o albúm completo. Em 1990, "The River" consolidou a sua posição na World Music. Nesse mesmo ano, Ali informa que se retiraria da música para se concentrar no seu trabalho enquanto agricultor e "presidente" da pequena vila. No entanto, não se conseguiu afastar por muito tempo, "The Source" sairía como sendo um dos albúns mais sublimes que conta com a participação de outros ilustres, tais como Taj Mahal e Nitin Sawhney. Em 1993 saía "Talking Timbuktu" com Ry Cooder, albúm gravado em 3 dias durante a sua digressão pela USA. O albúm acabaria por ganhar um Grammy Award em 1995. "Radio Mali" reúne algumas das mais finas performances acústicas, tiradas de várias horas passadas na Rádio Mali.

Apesar do sucesso estrondoso de "Talking Timbuktu", Ali Farka estava cada vez mais a sentir-se com falta de inspiração e saudoso da sua pequena vila. Foi então que Nick Gold, inspirado no ditado popular " se Maomé não vai à Montanha, vai a Montanha a Maomé", decide levar um estúdio para Niafunké, juntamente com potentes geradores (pois ainda que nos pareça estranho, não havia electricidade). O resultado foi "Niafunké" - bastante diferente dos seus antecessores, este tinha o poder e a intensidade que Ali tinha dificuldade em encontrar noutro sítio.

Ali mantém-se relutante em fazer da música a sua vida pois como diz "a música é muito importante para mim, mas a minha profissão é de agricultor". Ali Farka Touré continua a promover artistas malianos como foi o caso de Afel Bocoum e Oumou Sangaré e actualmente espera-se a saída de "In the Heart of the Moon" albúm produzido em conjunto com Toumani Diabaté.

Crónica 6 - Beck Hansen

Depois do dia mais longo do ano, eis que chegámos oficialmente ao Verão. 32 graus na rua, 16 em estúdio e mais uma crónica Summer Holidays pronta a servir, hoje sem almoço, sem sobremesa e sem fato de banho.

As Summer Holidays estão de regresso aos festivais, e quem está de malas prontas para regressar a Portugal é o californiano Beck Hansen. Um quase veterano de palcos portugueses, ano sim, ano sim, ano não, ano sim. O encontro está marcado já para o próximo domingo, no festival Ilha do Ermal.

Alinhamento

1. Whiskeyclone, Hotel City 1997 (Fx.4 - Mellow Gold)
2. The New Pollution (Fx.4 - Odelay)
3. Already Dead (Fx.9 - Sea Change)
4. Got it Alone (Fx.10 - Guero)
5. Hell Yes (Fx.7 - Guero)

Discografia

1. Mellow Gold - 1994 (DGC)
2. Stereopathetic Soul Manure - 1994 (Flipside)
3. One Foot in the Grave - 1994 (K)
4. Odelay - 1996 (DGC)
5. Mutations - 1998 (DGC/Bong Load)
6. Midnite Vultures - 1999 (DGC)
7. Auto Biography CD - 2000 (Chrome Dreams)
8. Sea Change - 2002 (Geffen/Interscope)
9. Guero - 2005 (Interscope)


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Beck - Crónica

Hoje, quarta-feira, 22 de Junho de 2005 passagem pela carreira de Beck Hansen, americano oriundo de Los angeles. Despertou para a música em Nova Iorque e em 1991 foi descoberto pelos donos da Load Bong. 3 anos passados e estreava-se a sério com o LP Mellow Gold, estávamos no ano de 1994. A faixa de abertura do disco, Loser, catapultou-o para o mundo. Tema de fundo retirado do mesmo disco, companhia nos primeiros 3 minutos de crónica: Whiskeyclone, Hotel City 1997, precisamente o ano de estreia de Beck em palcos portugueses. Dia 2 de Julho de 1997, no extinto Festival Imperial. Beck mostrava-se aos portugueses e eu estava lá. : )

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Vários são os adjectivos que podem caracterizar Beck. Vanguardista. Ousado. Curioso, mas principalmente surpreendente. Prova disso é o disco Odelay, um dos melhores do anos de 96, digo eu. Disco que surge depois de dois registos menos conseguidos. Beck contou com a produção dos californianos Dust Brothers, ajuda que se viria a tornar preciosa. Resultado: + de 2 milhões de discos vendidos. The New Pollution foi o tema retirado.

Pouco previsível, começa a cozinhar um disco novo em 1998, desta vez a toada escolhida foi a folk. Para o mercado saía Mutations, que contou com a colaboração do famoso produtor Nigel Godrich. Um ano depois, nova mutação. Midnite Vultures chegava ao mercado, nós avançámos até 2002 e recuperámos o harmonioso e intimista Sea Change. disco que não se trata mais do que uma carta à ex-namorada, e como explicou o Emanuel, o Sr. Beck Hansen voltou a encontrar o amor, casou e fez um filho. O calor adivinha-se lá fora, no estúdio rodava Already Dead.

2005, regresso a Portugal e regresso com um disco novinho quase a estrear, Guero. Disco curioso e que serviu de inspiração a um dos episódios da série "The OC - The Orange County" , traduzida para terras lusas como "OC - Na Terra dos Ricos" . A inspiração foi tanta, que o criador da série, Josh Schwartz, chamou ao episódio: Becksódio. Não sendos os únicos convidados de luxo, Guero recupera a produção dos Dust Brothers. Melhor exemplo não podia ser senão Got it Alone, que além da produção dos "manos" Dust, conta com a participação de Jack White . no baixo. Vale a pena ouvir.

Recta final de Summer Holidays @RUC, a finalizar com mais um tema de Guero, Hell Yes, que conta com a participação curiosa de Christina Ricci. É só estarem atentos à voz feminina que se ouve no refrão. Daqui ficam as despedidas e agradecimentos. Obrigada aos discos do Luís e à paciência do Emanuel. As Summer Holidays estão de regresos amanhã, pela voz da Filipa Madeira. O Emanuel conduz o resto do Pop Dylan. Deixe-se ficar na nossa companhia, no éter dos 107.9.

Anarquista Duval

Crónica 5 - Feist

Porque nem só de festivais se faz o Verão, a sexta sugestão para as Summer Holidays quedou-se por palcos menos empoeirados. Depois do adiamento inicial, parece que será a 25 de Julho que Leslie Feist se estreará em palcos portugueses. Com o apoio sempre entusiástico de Joel Ferreira, a Summer Holiday de 17 de Junho chegou na voz de Sara Mendes, enquanto o termómetro subia lá fora já acima dos 30 ºC.


Alinhamento:

1. Monarch (Monarch (Lay Down Your Jeweled Head), 1999, Bobby Dazzler)
2. Just Need Time (com Mocky) (Are + Be, 2004, Fine)
3. One Evening (Let It Die, 2004, Arts & Crafts)
4. Mushaboom (Let It Die, 2004, Arts & Crafts)


Discografia:


Discografia de Feist

1999 - Monarch (Lay Down Your Jeweled Head)
2004 - Let It Die


Feist - Crónica

Summer Holidays@Ruc, de quarta a sexta-feira sempre à uma da tarde no Pop Dylan, as sugestões mais refrescantes para o Verão Quente de 2005.
Sexta-feira, 17 de Junho, no estúdio Sara Mendes com mais um nome para os palcos portugueses deste Verão, desta vez fugindo um pouco aos palcos festivaleiros. Falamos então de Feist, que se estreia no nosso país a 25 de Julho no Fórum Lisboa, tocando na noite seguinte no Hard Club de Gaia.

Leslie Feist

Leslie Feist, nascida em Calgary, Canadá, em 1976, já tem uma bela história para contar! Começou com as Placebo, não a banda de Brian Molko, mas sim uma banda punk com o mesmo nome, abrindo concertos para os Ramones. Pelo meio de uma tournée perdeu a voz, mudando-se para Toronto para a tentar recuperar, mas como o regresso da voz tardasse, Feist começou a substituí-la por uma guitarra, acabando por juntar-se aos By Divine Right. Por esta altura lançou o seu primeiro álbum, Monarch (Lay Down Your Jeweled Head), do qual ouvimos o tema Monarch.

Entretanto, Feist vai morar com Peaches, essa mesmo, a senhora electroclash, cruzando-se e colaborando com Gonzales, Taylor Savvy ou Mocky na famosa casa “701”. É exactamente com a colaboração com Mocky que ficámos, Just Need Time, do álbum de Mocky, Are + Be.

A carreira de Feist está, no entanto, já bem recheada de colaborações com nomes sonantes, de Kings of Convenience a Jane Birkin, passando pelos Broken Social Scene e, claro, os visitantes da “701”. Foi, aliás, com Gonzales que Feist gravou em Paris as sessões que viriam a dar origem a Let It Die, o álbum da canadiana lançado o ano passado e que Feist vem, então, apresentar a 25 de Julho em Lisboa e a 26 de Julho em Gaia. Ouvimos um dos singles retirados de Let It DieOne Evening, ficando para o final desta crónica outro tema desse álbum, o bem disposto e cativante Mushaboom.

As Summer Holidays@RUC regressam para a semana, quando oficialmente já for Verão. Podem sempre ir espreitando o que se passa por aqui e deixar por cá os vossos comentários e críticas. Eu, Sara Mendes, volto na próxima sexta-feira com mais uma sugestão para os palcos portugueses deste Verão.
Até lá, mantenham-se à sombra dos 107.9 da Rádio Universidade de Coimbra!

Sara Mendes "Minto"

Crónica 4 - Gus Gus

Discografia:

1. Polydistortion (1997)
2. This is normal (1999)
3. Gus Gus v. T - World ( EP, 2000)
4.Attention (2002)

Alinhamento:

1. Polyesterday (Polydistortion)
2. Ladyshave ( This is normal)
3. Desire (Attention)
4. Teenage Sensation (This is normal)

Crónica - Gus Gus

E porque os Festivais de Verão vão chegando em catadupa, hoje é tempo de falar de Gus Gus, colectivo este que, em princípio, marcará presença dia 13 Agosto o Festival Sunrise, no Algarve.

Provenientes da Islândia, este colectivo de Reikjavik tem um vínculo em comum - o cinema- Fundados em 1995 por dois produtores e irmãos de seu nome Stefan Armi e Siggi Kjartansson, o grupo surgiu quase que acidentalmente quando estes dois irmãos gravavam uma curta metragem. Após a curta decidiram gravar um album que incluiria músicos como Dj Herb Legowitz, compositores, programadores, actores e um produtor perfazendo um total de 9 membros. As sensibilidades decididamente Indie da banda levou-os a assinarem contrato com a 4AD. Surgia assim o primeiro trabalho, gravado em 10 dias - Polydistortion - que chegava então às lojas em Abril de 1997.


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Dois anos após o lançamento do primeiro álbum, saía This is normal, que como o nome indica, bem mais normal que Polydistortion, pois procurava explorar a normalidade individual , assim como o sexo, a fama a juventude e o amor ( em qualquer das suas tendências), como comprovam temas como Ladyshave e Teenage sensation. Aqui embarcaram por sons pop, assumindo uma posição e reconhecimento nos meandros da pop, o que lhes valeu um contrato com a Warner Bros.

Em 2000 saía o resultado de um trabalho de Dj Herb Legowitz e Biggi Veira, conhecidos então como T- World. Esse trabalho viria-se a chamar Gus Gus v. T-world.
Após a exploração exuberante de um arty electrónico em Polydistortion e de um pop eclético em This is Normal, Attention - o quarto álbum de originais (saido em 2002) aparece reduzido agora a um quarteto de DJs preocupados em explorar ritmos simples e dançáveis, próprios quiçá de uma pista de dança mais alternativa.

Ficamos de encontro marcado para a semana com mais uma crónica de antevisão deste Verão de 2005.

Filipa Madeira Madura

Crónica 3 - Elvis Costello

É com o termómetro a chegar ao vermelho de “demasiado calor” que chegamos a Summer Holidays @RUC, crónicas de quarta a sexta-feira no Pop Dylan. Crónicas servidas ao almoço, em fato de banho e hoje, quarta feria, 8 de Junho, em jeito banho de mar.

Próxima paragem de Summer Holidays é já no próximo fim de semana. Elvis Costello está de regresso a Portugal para dois concertos, dia 11 no Coliseu dos Recreios e dia 12 no Coliseu do Porto. Ele que marca presença nestas crónicas de ante-visão do verão 2005 e que prova que o verão não é feito apenas de bandas imberbes.

Alinhamento

Living In Paradise (This Year’s Model - 1978)
Veronica (Spike - 1989)
Complicated Shadows (All This Useless Beauty - 1996)
The Name of this Thing is not Love (The Delivery Man - 2004)

Elvis Costello - Crónica

O inicio de carreira já vai lá bem bem atrás. Nasceu como Declan MacManus em Liverpool e em 1976 tornou-se líder dos Flip City. Em 1977, e pela mão de Jack Riviera tornou-se Elvis Costello. No mesmo ano reuniu os Attractions, com Steve Nieve no piano, Bruce Thomas no baixo e Pete Thomas na bateria. A atracção foi tão forte que esta foi a banda que lhe serviu de suporte durante quase toda a carreira. 1977, ano de estreia de Elvis Costello, que surge num cenário e numa toada pós-punk com o disco My Aim is True. Nós avançamos um ano, e recuperamos o disco This Year’s Model, de 78 e apesar do calor infernal que faz sentir, o céu é o destino. De fundo Living in Paradise.

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Dois discos e várias sonoridades depois chegamos a 1980 e ao primeiro álbum de Elvis Costello editado pela F-Beat. Gett Happy chega a número 1 da tabela de vendas do Reino Unido num ritmo bem soul. No ano seguinte edita dois discos, Trust e Almost Blue. 4 discos depois, em 1986 Elvis Costello faz a sua primeira digressão a solo e lança King of America, sem a colaboração dos Acttractions. Próxima paragem, Spike, lançado em 89 pela Warner Bros, e de onde retiramos Veronica.


Passagem para a década de 90, período mais fértil do songwriter, mas também menos o genial. Dos 11 discos que editou destacam-se Painted from Memory, lançado em 98, The Sweetest Punch, posto no mercado um ano depois, em 99, e ainda All this Useless Beauty, lançado em 1996. De lá e porque com este sol não é fácil encontrar sombras, Complicated Shadows.

Recta final de Summer Holidays, ainda a tempo de referirmos o regresso de Costello aos originais em 2002, com When I was Cruel, e de regressarmos ao ano 2004 e ao disco The Delivery Man. Como despedida The Name of this Thing is Not Love. Eu volto para a semana. Elvis Costello volta já no sábado, sobe ao palco do Coliseu dos Recreios para apresentar um remake de King of America, editado já este ano, mas que conta mais 21 músicas que o original de 86. As Summer Holidays voltam já amanhã. Deixe-se ficar em piloto automático nos 107.9, porque é assim que a emissão fica já a seguir. Um dia "isto" vai eventualmente correr melhor. : )

Anarquista Duval

Crónica 2 - Josh Rouse

Terceira sugestão para os palcos portugueses no Verão quente que se aproxima, em mais uma sexta-feira escaldante. Na voz de Sara Mendes, com o olhar atento de Joel Ferreira, a 3 de Junho, o destaque foi para Josh Rouse, que estará presente no palco principal do Festival Sudoeste a 6 de Agosto, Sábado.


Alinhamento:

1. Dressed Up Like Nebraska (Dressed Up Like Nebraska, 1998, Slow River)
2. Under Your Charms (1972, 2003, Rykodisc)
3. Slaveship (1972, 2003, Rykodisc)
4. Winter In The Hamptons (Nashville, 2005, Rykodisc)


Discografia:

Discografia de Josh Rouse
1998 - Dressed Up Like Nebraska
1999 - Chester (EP com Kurt Wagner)
2000 - Home
2002 - Nothing Gives Me Pleasure (EP)
2002 - Under Cold Blue Stars
2003 - 1972
2005 - Nashville


Josh Rouse - Crónica

Summer Holidays @RUC, de quarta a setxa-feira à uma da tarde no Pop Dylan, as sugestões mais frescas para fazer frente ao calor do Verão que já se começa a fazer sentir.
Sexta-feira, 3 de Junho, 25ºC lá fora, no estúdio Sara Mendes com a terceira sugestão para os palcos portugueses deste Verão, neste caso o do Festival Sudoeste a 6 de Agosto, Josh Rouse.

Josh Rouse

Josh Rouse, nascido no Nebraska em 1972 e criado entre vários estados dos Estados Unidos, aprendeu a tocar guitarra com um tio e acabou por compôr a primeira música aos 18 anos. Em 1998 lançou pela Slow River o seu primeiro álbum, do qual ouvimos o tema título, Dressed Up Like Nebraska.

Em 2003, Josh Rouse edita pela Rykodisc 1972, do qual ouvimos Under Your Charms. Este álbum surge depois do divórcio de Rouse e de uma mudança de residência para Espanha. Antes de 1972, Josh Rouse editou ainda o EP Chester em parceria com Kurt Wagner dos Lambchop, em 1999, e os álbuns Home, de 2000, e o muito aclamado Under Cold Blue Stars, de 2002. Come Back ou Love Vibration são temas sobejamente conhecidos de 1972.Talvez não tão conhecido seja Slaveship que, simplesmente, pode funcionar como um dos mais bem dispostos pedidos de casamento da história da música.

O último álbum de Josh Rouse lançado em Fevereiro deste ano chama-se Nashville e marcou o final da relação do songwriter com a Rykodisk. Rouse tem, entretanto, estado a trabalhar em temas novos que promete apresentar, então, a 6 de Agosto na Zambujeira do Mar. De Nashville ouvimos o single de apresentação Winter In The Hamptons.

Summer Holidays @RUC voltam quarta-feira com Olga "Anarquista" do Vale. Até lá vão espreitando o que se passa por aqui. Eu volto na próxima sexta-feira, 10 de Junho (o belo feriado nacional), esperemos que com menos percalços. Até lá, aproveitem o Verão antecipado e comecem a trabalhar para o bronze nos 107.9 fm ou em www.ruc.pt.

Sara Mendes "Minto"

Crónica 1 - Devendra Banhart

Alinhamento:

  1. Roots ( Oh me, oh my)
  2. A sight to behohd ( Rejoicing in the hands)
  3. Michigan State (Oh me, oh my)
  4. Ay Mama (Nino Rojo)
  5. Todos los Dolores (Rejoicing in the hands)

Discografia:

  • Oh me, oh my ( 2003)
  • Black Babies (UK) (EP) (2004)
  • Rejoicing in the hands ( 2004)
  • Nino Rojo (2004)

Devendra Banhart - Crónica

Hoje 5.feira, 2 de Junho, fala-se de Devendra Banhart, senhor que marcará presença,este ano no Festival do Sudoeste. Dia 5 de Agosto subirá aos palcos para mostrar, ou pelo menos é isso que se espera, porque é o homem do leme da nova folk americana. Este trovador, neo-hippie e em tempos também sem-abrigo, segundo rezam as crónicas, foi apadrinhado por Michael Gira, senhor da Young God Record, quando este ouviu um CD-R que Siubhan Buffy, baterista dos Flux Information Services lhe tinha recomendado. E assim começou a carreira ascendente de Devendra Banhart.

Em 2004, com 32 músicas na sacola, gravadas numa quinta (algures no Alabama), a convite de Lynn Bridges (que trabalhou com Bob Dylan) e num recorde de 10 dias, as 32 músicas prontas a ser trabalhadas em estúdio. O primeiro fruto a nascer deste trabalho foi Rejoicing in the hands, editado nos principios de 2004. O seu sucessor, e porque as 32 músicas não poderiam ser todas editadas no mesmo albúm, saía em Setembro do mesmo ano, com o título de Nino Rojo.

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E porque 2004 seria um ano muito rico e produtivo para Devendra, a Young God Records lançava ainda um EP de seu nome Black Babies, para satisfazer a febre devendrática, que entretanto, se fazia sentir nos meandros do mainstream. Este EP é composto por 8 faixas para e cito "help Devendra along in his travels through the universe"...

Esperemos então que Devendra cante e encante, para fazer jus a uma crítica tão aclamada.

Filipa Madeira Maduro

Crónica 0 (zero) - The Arcade Fire

Crónica para o dia 1 de Junho (dia mundial da criança, e é sempre bem original referir isso) de 2005, locução (ou algo semelhante) de Anarquista Duval, supervisão (olhar atento de super herói) de João Superman Terêncio.

Alinhamento

1. Wake up (Fx.7 - Funeral)
2. Old Flame (Fx.1 - EP The Arcade Fire)
3. Tunnels (Fx.1 - Funeral)


Discografia

Na bagagem (entenda-se, mochila pequena) contam apenas com dois registos e meio. O 1/2 (leia-se meio) trata-se de uma demo que eles próprios gravaram em 2001, posteriormente, em 2003, lançaram o EP homónimo The Arcade Fire, que chega este mês (editado oficialmente em paragens europeias) a prateleiras britânicas. No mesmo ano foram recrutados pela Merge Records e em 2004 lançam Funeral, LP com data original de lançamento a 14 de Setembro de 2004.

The Arcade Fire - Crónica


Crónica zero, Summer Holidays @ RUC de quarta a sexta-feira a partir das 13h no Pop Dylan. Crónicas servidas ao almoço em jeito de sobremesa. Primeira sugestão para o Verão, a banda canadiana The Arcade Fire. Eles que se estreiam em palcos portugueses, dia 17 de Agosto, dia 2 do Festival Paredes de Coura.

História curiosa a deste quinteto, eles que só ao cruzar fronteiras se conheceram e provaram que no fim do mundo (Québec) também se faz musica genial.



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Dois irmãos (Win e Will Butler), a mulher de um deles (do Win, a Régine Chassagne), dois amigos (Tim Kingsbury e Richard Parry), um casamento e 3 funerais depois nasce Funeral, editado originalmente pela Merge em Setembro de 2004. Demorou a atravessar o Atlântico, mas o quase genial, o quase perfeito, o quase melhor disco do ano chegou assim rotulado ao velho continente em Fevereiro deste ano. Do mais que aclamado, e por nós também, Funeral, retirámos, em especial para os que ainda não tinham acordado, Wake up.

Depois breve passagem para o EP The Arcade fire, onde sintonizamos a faixa Old Flame, já na recta final de Summer Holidays, tempo ainda para regressar ao ano de 2004 e ao álbum Funeral, com a faixa de abertura do mesmo e música que deu forma ao primeiro single da banda, Tunnels.


As Summer Holidays @ RUC têm hora marcada de quarta a sexta-feira, pelas 13 horas no Pop Dylan. Deixem-se estar sintonizados no éter dos 107.9 e no blogsfério RUCiano, eu estou de volta para a semana, e prometo que vai correr melhor. Ou então não. : )

Anarquista Duval