Crónica 3 - Elvis Costello
É com o termómetro a chegar ao vermelho de “demasiado calor” que chegamos a Summer Holidays @RUC, crónicas de quarta a sexta-feira no Pop Dylan. Crónicas servidas ao almoço, em fato de banho e hoje, quarta feria, 8 de Junho, em jeito banho de mar.
Próxima paragem de Summer Holidays é já no próximo fim de semana. Elvis Costello está de regresso a Portugal para dois concertos, dia 11 no Coliseu dos Recreios e dia 12 no Coliseu do Porto. Ele que marca presença nestas crónicas de ante-visão do verão 2005 e que prova que o verão não é feito apenas de bandas imberbes.
Alinhamento
Living In Paradise (This Year’s Model - 1978)
Veronica (Spike - 1989)
Complicated Shadows (All This Useless Beauty - 1996)
The Name of this Thing is not Love (The Delivery Man - 2004)
Elvis Costello - Crónica
O inicio de carreira já vai lá bem bem atrás. Nasceu como Declan MacManus em Liverpool e em 1976 tornou-se líder dos Flip City. Em 1977, e pela mão de Jack Riviera tornou-se Elvis Costello. No mesmo ano reuniu os Attractions, com Steve Nieve no piano, Bruce Thomas no baixo e Pete Thomas na bateria. A atracção foi tão forte que esta foi a banda que lhe serviu de suporte durante quase toda a carreira. 1977, ano de estreia de Elvis Costello, que surge num cenário e numa toada pós-punk com o disco My Aim is True. Nós avançamos um ano, e recuperamos o disco This Year’s Model, de 78 e apesar do calor infernal que faz sentir, o céu é o destino. De fundo Living in Paradise.

Dois discos e várias sonoridades depois chegamos a 1980 e ao primeiro álbum de Elvis Costello editado pela F-Beat. Gett Happy chega a número 1 da tabela de vendas do Reino Unido num ritmo bem soul. No ano seguinte edita dois discos, Trust e Almost Blue. 4 discos depois, em 1986 Elvis Costello faz a sua primeira digressão a solo e lança King of America, sem a colaboração dos Acttractions. Próxima paragem, Spike, lançado em 89 pela Warner Bros, e de onde retiramos Veronica.
Passagem para a década de 90, período mais fértil do songwriter, mas também menos o genial. Dos 11 discos que editou destacam-se Painted from Memory, lançado em 98, The Sweetest Punch, posto no mercado um ano depois, em 99, e ainda All this Useless Beauty, lançado em 1996. De lá e porque com este sol não é fácil encontrar sombras, Complicated Shadows.
Recta final de Summer Holidays, ainda a tempo de referirmos o regresso de Costello aos originais em 2002, com When I was Cruel, e de regressarmos ao ano 2004 e ao disco The Delivery Man. Como despedida The Name of this Thing is Not Love. Eu volto para a semana. Elvis Costello volta já no sábado, sobe ao palco do Coliseu dos Recreios para apresentar um remake de King of America, editado já este ano, mas que conta mais 21 músicas que o original de 86. As Summer Holidays voltam já amanhã. Deixe-se ficar em piloto automático nos 107.9, porque é assim que a emissão fica já a seguir. Um dia "isto" vai eventualmente correr melhor. : )
Anarquista Duval




4 Comments:
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